quarta-feira, 21 de março de 2018

José Ronaldo, bispo da Diocese de Formosa, em Goiás, preso nesta segunda-feira, 19, na Operação Caifás – missão conjunta do Ministério Público do Estado e da



Polícia Civil -, sob suspeita de desvios de R$ 2 milhões de dízimos e doações de fiéis, foi ordenado no dia 5 de maio de 1985, em Brasília.
Há onze anos, foi nomeado bispo de Janaúba. Recebeu a ordenação episcopal no dia 28 de julho de 2007, em Sobradinho (DF), e tomou para si o lema ‘In corde legem meam’ (‘Minha lei no coração’ (Jr. 31, 31-34).
Nomeado 4º bispo diocesano de Formosa aos 24 de setembro de 2014. Tomou posse na Sé Diocesana de Formosa no dia 22 de novembro daquele ano.
Além do bispo, a Operação Caifás prendeu quatro padres, um monsenhor, um vigário-geral e dois funcionários do setor de administração da Cúria. Ao todo, a missão conjunta do Ministério Público e Polícia Civil de Goiás cumpre 13 mandados de prisão e dez de buscas em três municípios – Formosa, Planaltina e Posse.
A investigação teve início em denúncias veiculadas pelo jornal goiano O Popular, em dezembro. O Estadão fez contato com a Diocese de Formosa, mas ainda não obteve retorno.
Dom José Ronaldo tomou posse pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição, em Sobradinho, no dia 1.º de junho de 1985.
Nascido em 28 de fevereiro de 1957, em Uberaba (MG), ele iniciou o 1.º Grau na cidade mineira e concluiu em Brasília, onde também fez o 2.º Grau. Estudou Filosofia e Teologia no Seminário Maior Nossa Senhora de Fátima, em Brasília.
A Diocese define Dom José Ronaldo religioso de muitos títulos, entre os quais Cidadão Honorário de Brasília, pela Câmara Legislativa (4 de maio de 2002), Cidadão Destaque de Sobradinho, pela Câmara Legislativa (15 de maio de 2006), Amigo da Academia Nacional de Polícia, do Departamento de Polícia Federal (7 de julho de 2005).
As informações sobre as distinções dadas a Dom José Ronaldo constam do site da Diocese de Formosa.
Além do bispo, a Operação Caifás prendeu quatro padres, um monsenhor, um vigário-geral e dois funcionários do setor de administração da Cúria.
A Diocese destaca ‘iniciativas e realizações’ de Dom José Ronaldo.
Entre elas:obra social para crianças e adolescentes em situação de risco social (início em 1986). Via-sacra de Sobradinho, que se encontra no roteiro de turismo religioso da Embratur (início de abril de 1995). Festas das regiões (de 1 a 3 de maio de 1992). Construção dos três prédios da paróquia – Centro Comunitário (obras iniciadas no final de março de 1987 e concluídas em 18 de julho de 1988), Centro Catequético (iniciado no ano de 1989 e concluído em 1993) e Igreja Nossa Senhora da Imaculada Conceição (iniciada no dia 10 de julho de 1998 e concluída em 15 de agosto de 2003, ‘solenidade de dedicação’).
Homem de muitas funções já exercidas, destaca o site da Diocese, ele foi vigário forâneo por 6 anos; nomeado, por Dom José Freire Falcão, membro do Conselho Presbiteral e do Colégio de Consultores da arquidiocese de Brasília; nomeado, por Dom João Braz de Aviz, vigário geral da arquidiocese de Brasília (26 de julho de 2005); nomeado, por Dom João Braz de Aviz, vigário episcopal do Vicariato Norte em 2006; membro do Conselho Arquidiocesano de Assuntos Econômicos; membro do Conselho Pastoral Arquidiocesano; presidente do Programa Providência de Elevação da Renda Familiar; presidente do Centro Comunitário Imaculada Conceição.
COM A PALAVRA, A DIOCESE DE FORMOSA
A reportagem fez contato com a Diocese de Formosa. O espaço está aberto para manifestação.


FOTO

Operação

 

Além de residências e igrejas, um mosteiro também é alvo dos mandados. Além de nove de prisão, foram cumpridos outros dez de busca e apreensão.
Segundo o MP, foram apreendidas caminhonetes da cúria em nomes de terceiros, além de uma grande quantia de dinheiro em espécie, com valor ainda não foi divulgado. Conforme apurou a TV Anhanguera, dois empresários que seriam laranjas no grupo estão sendo investigados.
A suspeita é que a associação criminosa atuava na cúria da Diocese da Igreja Católica de Formosa e em outras paróquias relacionadas a ela nas outras cidades. Participaram da ação cerca de dez promotores de Justiça, além das polícias Civil e Militar.

Denúncia

Em dezembro de 2017, fiéis denunciaram que as despesas da casa episcopal de Formosa, onde o bispo mora, passaram de R$ 5 mil para R$ 35 mil desde que Dom José Ronaldo assumiu o posto, havia três anos.
"O que nós temos certeza é que as contas da cúria não fecham. Então, nós queremos a abertura pública das contas da cúria [administração da diocese] e dos gastos da casa episcopal", disse uma fiel, que preferiu não se identificar.

G1

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