Eletricidade vai subir 27,6%, gás terá reajuste de 3% e combustível aumentará 8%
Gasolina vai ficar 8% mais cara em 2015, segundo projeção do BC
Foto Divulgação
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O BC (Banco Central) divulgou, nesta quinta-feira (29), a ata do Copom
(Comitê de Política Monetária) da última reunião, realizada nos dias 20 e
21 deste mês, quando a taxa básica de juros, Selic, subiu para 12,25% ao ano. O relatório aponta que a gasolina, o botijão de gás e a energia elétrica vão pesar mais no bolso do brasileiro em 2015.
É esperado para este ano um aumento de 8% no preço da gasolina, em
grande parte, reflexo de incidência da Cide (Contribuição de Intervenção
no Domínio Econômico) e da PIS/COFINS. O botijão de gás terá reajuste
de cerca de 3% e a energia elétrica, 27,6% — por causa do repasse às
tarifas do custo de operações de financiamento, contratadas em 2014, da
CDE (Conta de Desenvolvimento Energético).
Também está previsto um aumento 0,6% nas tarifas de telefonia fixa.
No documento, o comitê afirma que as informações disponíveis sugerem
certa persistência da inflação, o que se reflete, em parte, na dinâmica
dos preços no segmento de serviços.
Assim, o BC projeta, para o conjunto dos preços administrados por
contrato e monitorados, uma variação de 5,1% em 2016, ante 5,2%
considerados na reunião do Comitê de dezembro.
As projeções coletadas pelo Gerin (Departamento de Relacionamento com
Investidores e Estudos Especiais) para a variação da inflação oficial, o
IPCA (Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo), neste ano passou
de 6,49% para 6,72% e, para 2016, de 5,70% para 5,60%.
O Copom afirma ainda que “cabe especificamente à política monetária
manter-se especialmente vigilante, para garantir que pressões detectadas
em horizontes mais curtos não se propaguem para horizontes mais
longos”.
Ao final do documento, o comitê diz que “o cenário de convergência da inflação para 4,5% em 2016 tem se fortalecido”.
— Para o Comitê, contudo, os avanços alcançados no combate à inflação —
a exemplo de sinais benignos vindos de indicadores de expectativas de
médio e longo prazo — ainda não se mostram suficientes.
Fonte: R7 Noticias
Fonte: R7 Noticias
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