Mostrando postagens com marcador Sobre. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sobre. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de abril de 2015

Mancha vermelha na praia chama atenção de moradores e banhistas

Em 07.04.2015


Uma mancha vermelha de grande extensão e exalando mau-cheiro chama atenção de moradores e de quem costuma caminhar pela avenida Beira-Mar, nas imediações da Volta da Jurema.
Uma equipe da Capitania dos Portos do Ceará esteve no local nesta manhã e afirmou que a mancha foi provocada por umvazamento de óleo vegetal. Segundo a corporação, o resíduo partiu de uma tubulação do Porto do Mucuripe. As informações foram obtidas por meio da Companhia Docas do Ceará, responsável pela administração do porto. 
Superintendência Estadual do Meio-Ambiente (Semace) também enviou técnicos daGerência de Análise e Monitoramento à área para fazer a coleta da água e encaminhar o material a um laboratório
Segundo o o presidente da Associação dos Amigos da Beira-Mar, Tadashi Enomoto, a mancha surgiu na madrugada desta terça-feira (7). Abaixo, confira vídeo de internauta enviado de seu apartamento para o VcRepórter, ferramenta do WhatsApp do Diário do Nordeste - (85) 8948-8712.
  Diario do Nordeste  

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Dá para emagrecer comendo', afirma administrador que perdeu 101 kg

Em 3.04.2015


Abandonando refrigerante, pão francês, fritura, massas e fazendo exercícios físicos pelo menos três vezes ao dia, Ricardo Alexandre Tomas eliminou 101 kg em um ano e seis meses. A base da sua alimentação, porém, eram shakes emagrecedores. Por isso, apesar de ter conseguido sair dos 187 kg, o administrador percebeu que não estava saudável.



Quando eu vi o que o trabalho de um nutricionista tinha feito com um rapaz do meu bairro, percebi que queria emagrecer com saúde. Em março de 2014, comecei o tratamento com ele e senti a diferença, porque vi que dá para emagrecer comendo”, afirma Ricardo, que divide seu processo de emagrecimento em duas etapas: antes e depois do acompanhamento médico.

Embora tenha chegado aos 86 kg, ele tinha 25% de gordura no corpo. Hoje, aos 39 anos, pesa 100 kg e tem 15% de gordura corporal. “Eu demorei a entender que o que importa não é o peso, é massa magra e saúde”, ressalta o rondoniense de Porto Velho.



A briga com a balança começou quando Ricardo ainda tinha 12 anos. “Eu comia de três em três horas, mas comia pão, sanduíche, tomava com facilidade um litro de refrigerante.” Em 2011, quando um vizinho obeso morreu, ficou sabendo da dificuldade de encontrar um caixão que coubesse o corpo.
Além disso, as pequenas atividades do dia a dia não eram mais possíveis. “Eu não conseguia mais amarrar o tênis, não entrava mais no carro, as roupas enormes que eu usava não estavam mais cabendo.”
Ricardo, então, decidiu que era hora de emagrecer. “Eu fiquei com isso na cabeça e busquei ajuda nos shakes, porque, para mim, eu não poderia emagrecer comendo”, conta.
Depois de anos sem subir em uma balança, Ricardo quis se pesar. “Eu precisei ir em uma balança da empresa do meu amigo. Balança de carga mesmo, as de farmácia não iam conseguir computar meu peso”, conta o administrador, que se surpreendeu ao ver o número na balança. “Eu pensava que já tinha passado dos 200 kg, mas quando eu vi 188 kg fiquei um pouco aliviado.”
De julho de 2011 a janeiro de 2013, o administrador emagreceu 101 kg, mas sem fazer uma alimentação equilibrada.
Ao acordar, comia um sanduíche integral e ia para a academia fazer musculação. Na volta do treino, tomava o shake como lanche da manhã e almoço. À tarde, comia cereal com aveia e fazia caminhada. Antes de ir para o boxe ou muay thai, comia uma barra de proteína e jantava o shake. “Viver de shake não é vida para ninguém. Hoje, meu cardápio é farto e eu como na quantidade e hora certas. A gente tem o que comer, só não sabe como comer.”

Ao mudar sua rotina, diminuir a quantidade de shakes e de exercícios, Ricardo engordou 30 kg. Quando percebeu que poderia recuperar o corpo que tinha, procurou a ajuda do nutricionista e lá percebeu que precisava de novos hábitos. “Graças a Deus, eu não tive nenhum problema de saúde, mas podia ter tido. Passei a comer direito e vi a diferença!”
Atualmente, seu objetivo é continuar na musculação, manter o percentual de gordura corporal baixo e fazer a cirurgia de remoção de pele. “A roupa esconde, mas eu tenho uns sete quilos de pele, principalmente nas pernas”, afirma Ricardo, que planeja operar quando tiver tempo para a recuperação e cuidados necessários.
Fonte: Erivando Lima
Post. Silvio Leão

terça-feira, 10 de março de 2015

Operadoras de telefonia terão de seguir novas regras na relação com consumidor a partir de hoje

Em 10.03.2015

CELULAR VICIO Y DROGA SIGLO 21 
 
As novas regras do Regulamento Geral de Direitos do Consumidor dos Serviços de Telecomunicações começam a valer a partir desta terça-feira (10). As mudanças, determinadas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), visam a facilitar a vida do consumidor que usa serviços de telefonia fixa, móvel e banda larga.
Uma delas obriga todas as empresas a disponibilizar em seus sites um login e senha para o cliente acessar informações, como cópias dos contratos, planos, boletos de cobrança, histórico das demandas e perfil de consumo. Ou seja, tudo o que permita acompanhar o serviço utilizado. E mais: tais documentos terão de estar disponíveis até seis meses após o final do contrato.
As gravações das demandas dos consumidores terão de ser mantidas por, no mínimo, 90 dias. Eles terão acesso à cópia do áudio no mesmo espaço online.
Além disso, também a partir de março, as operadoras terão de oferecer na internet um mecanismo de comparação de planos de serviços e ofertas promocionais, para facilitar a identificação da opção mais adequada ao perfil de consumo e renda dos interessados.
O cancelamento automático, antes possível apenas pelo telefone, sem passar por atendente, agora poderá ser feito também pela internet. A rescisão do contrato por meio do espaço reservado deve ser processada de forma automática, sem intervenção de atendente.
O login e senha deverão ser fornecidos no momento da contratação do serviço ou a qualquer momento, a pedido do cliente.
Atenção às novas regras
A Proteste - Associação de Consumidores - alerta que o consumidor deve ficar atento para cobrar os novos direitos e denunciar se eles não forem respeitados. "Afinal, as operadoras [de telefonia] se mantêm como campeãs de queixas nas entidades de defesa do consumidor por má prestação de serviços", diz a associação.
Vale ressaltar que, no ranking das empresas com maior número de queixas, realizado pela Proteste em 2014, as teles ocuparam seis das dez posições. Veja outros direitos já em vigor:
  • Sempre que o consumidor questionar o valor ou o motivo de uma cobrança, a empresa terá 30 dias para resposta. Senão, terá de automaticamente corrigir a fatura ou devolver em dobro o valor questionado. O consumidor pode questionar faturas com até três anos de emissão
  • As operadoras não podem enviar mensagens de cunho publicitário, a não ser que o consumidor autorize previamente
  • Além do acesso à oferta integral, o cliente deve receber um resumo claro com destaque às cláusulas restritivas e limitadoras, no ato da contratação
Brasil Post

sábado, 31 de janeiro de 2015

Governo do Ceará gasta R$2mi com estrada para beneficiar cervejaria de Cid Gomes

Ministro da Educação também é acusado de embolsar empréstimo bancário com contrato sob suspeita.


A edição desta semana da revista Época traz, como uma de suas matérias especiais, uma reportagem que apresenta indícios de favorecimento do ex-governador do Ceará e atual ministro da Educação, Cid Gomes, em contratos bancários e obras públicas na cidade de Sobral, onde ele possui um terreno, hoje alugado para a Cervejaria Petrópolis, dona da marca Itaipava. 

Para que o negócio fosse fechado, Cid, por meio de sua empresa, Corte Oito Gestão e Empreendimento, recebeu R$ 1,3 milhão do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), com condições de crédito diferenciadas, e o Governo do Estado investiu R$ 2 milhões para pavimentar os 2 quilômetros da estrada que leva aos galpões erguidos para garantir a tranquilidade da vida futura do líder político do grupo comandado pelos Ferreira Gomes.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A corrupção no Poder Judiciário é a mais perigosa

 
 
 
Quando o Poder que deveria punir os malfeitores quer impedir a investigação dos seus próprios, a quem a população deve recorrer?

Casos de corrupção envolvendo o Judiciário sempre me deram arrepios. Todo mundo está mais “acostumado” – não só no Brasil, mas no mundo todo – a ver crimes do colarinho branco sendo cometidos por membros do Legislativo e do Executivo. E quando um parlamentar comete “atos de improbidade”, se os seus colegas não o punem, sempre há a esperança (ou ao menos a possibilidade) de que a população que o elegeu não o faça novamente. Já quando um membro do Executivo comete malfeitorias, a pressão popular pode dar conta do recado, seja diretamente, como quando Collor foi derrubado, seja indiretamente, como ocorreu ao longo de 2011 com o cai-cai de ministros.

No Judiciário, tudo é diferente. Para começar, juízes, claro, não prestam contas a eleitores. Por isso, tão raro quanto uma eventual pressão popular para, por exemplo, derrubar um juiz, é a possibilidade de que isso traga algum resultado. Em comparação com outros países, o atual sistema judiciário brasileiro é descolado do povo, e excessivamente fechado na interpretação da lei. A figura do constitucionalista Gilmar Mendes, ministro do STF, é o exemplo-mor disso. É isso (e mais algumas 
coisinhas) que explica episódios como o prende e solta de Daniel Dantas em 2008.

Alguns fatores me permitem imaginar que a corrupção no Poder Judiciário seja mais fácil e, concomitantemente, mais difícil de ser investigada, o que, claro, a deixa mais perigosa. Primeiramente, o óbvio: é o menos transparente dos poderes. Em segundo lugar, a dificuldade – maior do que há para parlamentares ou membros do executivo – em se iniciar e terminar um processo envolvendo juízes. Um outro motivo pode estar relacionado: o corrupto nos outros poderes, especialmente no Poder Legislativo, geralmente necessita fazer parte de um grupo, com outros corruptos. Sem isso, suas ações ilícitas são mais difíceis e arriscadas. No judiciário é diferente. Um juiz corrupto não precisa estar dentro de uma rede para cometer falcatruas. Em geral, o poder que ele tem já basta. Por fim, o fato de o Poder Judiciário estar alheio à dinâmica das disputas políticas que ocorrem nos outros poderes, faz com que haja muito menos “vontade” de investigar um juiz do que, por exemplo, um parlamentar que coleciona um rol de inimigos políticos. É muito em função disso, diga-se, que existe o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ou seja, ele é fruto da necessidade de haver um ente a quem seja dada legitimidade para investigar magistrados.

O que mais me arrepia, contudo, quando vejo casos de corrupção no Judiciário, é um pouco mais óbvio que tudo isso. É o fato de que o povo confia a esse Poder o papel de punir os malfeitores. Parece que no imaginário coletivo, o Judiciário é como se fosse o irmão mais velho do Legislativo, devendo monitorá-lo e punir a sua rebeldia. Por isso, qualquer projeto de suspeita que possa colocar em questionamento a imagem ilibada que detém o magistrado, cria uma forte sensação de insegurança pela população. Faz com que perguntemos: “A quem devemos recorrer?”. Enquanto cidadãos, sentimo-nos acorrentados, sem chão.

É isso que acontece atualmente com a crise no Judiciário. Sem ter aparecido (ainda) denúncias concretas envolvendo nomes específicos, a boa reputação dos magistrados vem se esfarelando dia após dia. A divulgação do relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que apontou que as movimentações financeiras atípicas nos tribunais entre 2000 e 2010 somam R$ 855 milhões, foi suficiente para consolidar essa sensação de desconfiança que tomou conta do país. E o comportamento da Associação de Magistrados Brasileiros (AMB) e de ministros do STF só piorou a situação: decidiram partir para o ataque ao CNJ, que foi quem solicitou ao Coaf o levantamento sobre as movimentações suspeitas. Há várias semanas, eles estão fazendo de tudo para impedir ou, ao menos, deslegitimar aquilo que o CNJ foi criado para fazer: controlar a atuação administrativa e financeira do Judiciário.

Isso, claro, gera mais questionamentos por parte da população. Ora, se todos ouvem, desde sempre, que quem não deve, não teme, muitos começam a concluir que, se alguém demonstra tanto temor, deve ser porque, de fato, está devendo algo. Ou isso, ou se trata de um corporativismo cego, quase infantil, por parte dos magistrados. Se quisesse, o Poder Judiciário poderia aproveitar esse momento e promover uma grande e verdadeira reforma do setor. Mas é melhor esperarmos sentados.
 
Erivando Lima

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O custo do Carnaval



Não se trata apenas de suspender o repasse de dinheiro para o Carnaval, decisão de resto louvável, mas discutível também. Afinal, de quanto é a economia? O Governo assegura que ainda não sabe. Então cortou às escuras, sem uma base segura de cálculo? Cortou intuitivamente? A crer na resposta oficial, sim. Eliminou gastos mais por pressão política e por entender que, numa semana em que a Funceme divulgou prognóstico de escassez de chuvas e agravamento da seca, cairia bem o anúncio. Decretar que o dinheiro originalmente destinado a festas será agora investido contra a seca é, sob qualquer ponto de vista, uma medida simpática. Renderá dividendos políticos? Talvez. Convém, no entanto, perguntar: o Governo apresentará um plano de manejo desses caraminguás economizados ao custo da folia? Terá claramente uma noção do que fazer com cada centavo? Quantas cisternas de placa, carros-pipa e adutoras o fim do repasse ao Carnaval garante? E mais: outros eventos do calendário cultural com investimento do Estado passarão pela mesma lógica de corte? Inaugurações de obras públicas também? Cachês vultosos para aberturas de hospitais ou centros de eventos são coisa do passado ou podem se repetir? Cortar dinheiro do Carnaval é muito fácil. Há outros cortes, mais volumosos e infinitamente mais complexos. Serão feitos?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

MEC divulga as notas do Enem 2014

Candidatos podem consultar nota individualmente pela internet.
Inscrição para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começa segunda (19)

Candidato deve inserir CPF e senha e ver as notas nas provas do Enem (Foto: Reprodução/Inep)Candidato deve inserir CPF e senha e ver as notas nas provas do Enem (Foto: Reprodução/Inep)
O Ministério da Educação liberou na noite desta terça-feira (13) a consulta individual das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2014 para 6.193.565 estudantes que fizeram as provas. Eles podem acessar sua nota na página enem.inep.gov.br ou no site sistemasenem2.inep.gov.br/resultadosenem.
Para ver o resultado, o candidato deve inserir seu número de inscrição do Enem e a senha de acesso ou CPF e senha.
Logo após a publicação das notas, a página de acesso do Inep apresentou lentidão devido ao grande volume de tráfego.
Os mais de 6,2 milhões de estudantes que fizeram as provas poderão ver a nota que tiraram nas provas objetivas (ciências humanas, ciências da natureza, linguagens e matemática) e na redação. Dúvidas podem ser solucionadas pelo telefone de auxílio do Enem: 0800 61 61 61.
O exame foi realizado nos dias 8 e 9 de novembro de 2014.
Queda na média
Segundo o Ministério da Educação, as médias em matemática e redação dos alunos concluintes do ensino médio caíram 7,3% e 9,7%, respectivamente, em relação ao Enem do ano anterior.
Mais de 529 mil candidatos tiraram nota zero em redação, e apenas 250 obtiveram a nota máxima (1.000 pontos).
A demora na divulgação das notas deixou milhares de estudantes ansiosos durante todo o dia. Muitos criaram memes nas redes sociais para brincar com a espera pela divulgação.
Ministro Cid Gomes comenta as redações com nota zero. Assista abaixo:
Nota das objetivas
A nota das provas objetivas usa a metodologia da Teoria da Resposta ao Item (TRI). Uma das principais dúvidas sobre a TRI é o fato de que é impossível o aluno tirar nota 1.000 na prova de múltipla escolha (na redação, isso é possível).
Nessa metodologia, mesmo que o aluno acerte todas as 45 questões de cada prova, sua nota nunca será 1.000. Da mesma forma, um candidato que erre todas as questões não acaba com nota zero (ou, no caso do Enem, a pontuação mínima, que é 200 pontos).
Isso acontece porque o exame dá pontos aos candidatos de acordo com uma escala. Ou seja, a nota do candidato não se trata diretamente do seu desempenho individual, mas de como ele se saiu dentro do conjunto dos demais candidatos. Por exemplo, quanto mais próximo da nota máxima, mais certeza é possível ter de que o estudante domina os conhecimentos exigidos na prova.
enem redação (Foto: Reprodução/TV Globo) 
Redação do Enem abordou a publicidade infantil

(Foto: Reprodução/TV Globo)
 
Nota da redação
O tema da redação do Enem 2014 foi "Publicidade infantil no Brasil". A nota de redação vai de 0 a 1.000 pontos. Um bom texto para ganhar nota 1.000 deve cumprir bem cinco competências exigidas pela redação do Enem. Cada competência tem cinco faixas que vão de 0 a 200 pontos.
Competência 1: Demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita.
Competência 2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
Competência 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
Competência 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários à construção da argumentação.
Competência 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
Cada redação do Enem foi corrigida por dois corretores de forma independente. A nota total de cada corretor corresponde à soma das notas atribuídas a cada uma das cinco competências.
Se houvesse discrepância entre as notas dois corretores por mais de 100 pontos, ou se a diferença de suas notas em qualquer uma das competências fosse superior a 80 pontos, a redação iria para um terceiro corretor.
Caso houvesse discrepância entre o terceiro corretor e os outros dois corretores, ou caso houvesse discrepância entre o terceiro corretor e apenas um dos corretores, a nota final seria a média aritmética entre as duas notas totais que mais se aproximaram.
Se a nota do terceiro corretor tivesse diferença equidistante das notas dos outros dois corretores, ou se for completamente diferente, a redação seria avaliada por uma banca de três avaliadores que dará a nota definitiva.
Sisu
Com a pontuação em mãos, os candidatos poderão concorrer às 205.514 vagas em 5.631 cursos de 128 instituições públicas de educação superior na primeira edição de 2015 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
A consulta às vagas já está disponível neste link. As inscrições serão abertas no dia 19 no site sisu.mec.gov.br. O prazo de inscrições vai até às 23h59 do dia 22.
O Sisu seleciona alunos para vagas em instituições públicas de ensino superior a partir da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para participar desta edição, o candidato tem de ter feito a edição 2014 do exame e não ter zerado na redação. O estudante poderá se inscrever em até duas opções de vaga.
A Lei de cotas (lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012), garante a reserva de 50% das vagas, por curso e turno nas 63 universidades federais, nos 38 institutos federais de educação, ciência e tecnologia e nos 2 centros federais de educação tecnológica, a estudantes que tenham cursado o ensino médio em escolas públicas.
O resultado da primeira chamada regular será divulgado no dia 26 de janeiro.

Do G1, em São Paulo
postado por sílvio leão

 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Piso salarial dos professores terá 13,01% de reajuste e passará a valer R$ 1.917,78



O piso nacional dos professores da educação básica terá um reajuste de 13,01%, saltando dos atuais R$ 1.697 para R$ 1.917,78. Isso significa que nenhum docente da rede pública do país, do ensino infantil ao médio, com jornada de 40 horas semanais, poderá ter remuneração abaixo desse valor.

O percentual do aumento foi divulgado na tarde desta terça-feira (6) pelo Ministério da Educação e segue fórmula estabelecida em lei de 2008. No ano passado, o reajuste foi de 8,34%.

De acordo com levantamento mais recente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), de maio do ano passado, 10 Estados ainda pagam abaixo do piso.

Mudança da regra

De acordo com a legislação, o aumento da remuneração dos professores tem como referência o crescimento, de um ano para outro, do custo do aluno dos anos iniciais do ensino fundamental no Fundeb, fundo nacional para financiar o ensino público.

Composto por uma parte da arrecadação de diferentes impostos, o Fundeb é impactado pelo comportamento da economia nacional: quanto maior o crescimento do país, maior a arrecadação do fundo e, assim, maior o reajuste do professor.

Gestores alegam que esse modelo precisa ser alterado, sob risco de comprometer ainda mais o orçamento enxuto dos Estados e municípios. O argumento é de que a divulgação do reajuste em janeiro, como previsto em lei, acaba afetando a programação dos gastos anuais, já concluída anteriormente.

Reuniões

Nos últimos dois dias, o piso foi tema de reuniões do novo ministro da Educação, Cid Gomes (Pros), com entidades que representam os Estados, municípios e trabalhadores da educação. A intenção agora é retomar as discussões sobre revisão do modelo de cálculo do piso.

Sugestões para a nova fórmula já foram feitas pelos dois lados. Em 2013, governadores sugeriram um reajuste com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor, apurado pelo IBGE) do ano anterior, acrescido de 50% da variação real (descontada a inflação) do Fundeb.

Já os trabalhadores defenderam o INPC mais 50% da variação nominal (sem descontar a inflação) do Fundeb. O próprio ministro, quando governador do Estado do Ceará, também criticou o modelo vigente.

"Colapso Financeiro"

Em 2011, o STF (Supremo Tribunal Federal) concluiu ser constitucional a lei que definiu o reajuste do piso. O posicionamento da Corte foi motivado por questionamento de cinco governos, entre eles o Ceará. Após a decisão, o Estado ainda recorreu ao STF para adiar o cumprimento da nova regra, em mais 18 meses.

Em nome do governador, a Procuradoria-Geral do Estado do Ceará argumentou na ocasião que a imediata aplicação provocaria "colapso financeiro e até mesmo impossibilidade de cumprimento da lei por parte de diversos Estados".

Fonte: Diário do Nordeste

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Dengue deixa 533 municípios em situação de alerta e 117 em risco de epidemia



Dados do Ministério da Saúde divulgados hoje (4) indicam que 533 municípios brasileiros estão em situação de alerta para a dengue e 117 correm o risco de registrar uma epidemia da doença.

As cidades classificadas como em situação de alerta apresentam larvas do mosquito entre 1% e 3,9% dos imóveis pesquisados, enquanto as que se enquadram em situação de risco registram índice superior a 3,9%.

O Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (Liraa) mostra que dez capitais brasileiras apresentam situação de alerta para a dengue: Belém, no Pará; Porto Velho, em Rondônia; Maceió, em Alagoas; Natal, no Rio Grande do Norte; Recife, em Pernambuco; São Luís, no Maranhão; Aracaju, em Sergipe; Vitória, no Espírito Santo; Cuiabá, em Mato Grosso e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Seis capitais - Boa Vista, em Roraima; Manaus, no Amazonas; Palmas, no Tocantins; Rio Branco, no Acre; Fortaleza, no Ceará e Salvador, na Bahia – ainda não apresentaram os resultados do levantamento ao ministério.

No Norte, dos 124 municípios que participaram do levantamento, 52 estão em situação de alerta e 17 em situação de risco. O principal problema para a transmissão da doença na região é o lixo nos domicílios, como garrafas, pneus, latas e qualquer outro objeto que possa acumular água de chuva.

Já na Região Nordeste do país, o Ministério detectou que o principal problema para a transmissão da doença é o armazenamento incorreto de água. Dos 727 municípios que responderam ao levantamento, 354 estão em situação de alerta e 96 em situação de risco.

No Sudeste, 426 municípios participaram do levantamento: 90 se enquadram em situação de alerta e apenas uma em situação de risco. Na região, a transmissão da doença acontece principalmente por depósitos domiciliares, que incluem pratos de vasos de planta, vasilhas de água de cães e gatos e calhas entupidas.

Na Região Centro-Oeste, o Ministério da Saúde também detectou como principal problema para a transmissão o armazenamento incorreto de água. Cento e trinta e quatro municípios participaram do levantamento, 20 estão em situação de alerta e um situação de risco.

Por fim, os dados relativos à Região Sul mostram que a transmissão ocorre principalmente pelo lixo nos domicílios. O Ministério fez o levantamento com 52 municípios: 17 estão em situação de alerta e dois em situação de risco.

* Com informações da Agência Brasil

Fonte: Ceará News

Campanha de vacinação contra a febre aftosa será lançada nesta quarta-feira


O Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) e da Agência de Defesa Agropecuária (Adagri), realizam nesta quarta-feira (05), o lançamento oficial da segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa no Ceará. A solenidade será às 09 horas, na fazenda Lagoa dos Porcos (Grupo Bom Jesus), em Caucaia.

Entretanto, a dose da vacina já está disponível nas lojas agropecuárias credenciadas e os produtores já podem realizar a vacinação do rebanho. A dose da vacina custa R$ 1,60 aproximadamente.

Na segunda etapa da campanha a Adagri pretende alcançar a meta de vacinar acima de 95% do rebanho em todos os municípios. Na primeira etapa da Campanha, em maio de 2014, foi vacinado 94,5% do rebanho de bovinos e bubalinos sendo mais de 88% das propriedades imunizadas. O Ceará conta aproximadamente com um rebanho de 2,6 milhões de cabeças de gado bovino e bubalino.

O Ceará foi reconhecido internacionalmente como zona livre de febre aftosa, com vacinação neste ano, no dia 29 de maio, em Paris, durante conferência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O reconhecimento aconteceu após auditoria realizada no Estado, em fevereiro, onde foram avaliadas as ações que o Ceará está desenvolvendo no que diz respeito aos programas de sanidade animal executadas pela Adagri.

Segundo Augusto Júnior presidente da ADAGRI, “o Estado já está livre de febre aftosa com vacinação e esse é um grande detalhe. A doença, o vírus não está circulando, mas é necessário imunizar os nossos animais, para que esse vírus não venha adentrar no nosso Estado”, afirma.

O secretário do Desenvolvimento Agrário, Nelson Martins, destacou que o reconhecimento internacional como zona livre de febre aftosa vai permitir ao Estado do Ceará colocar em destaque a sua produção agropecuária. "Com este reconhecimento nós vamos exportar os nossos produtos de origem animal para a América Latina, Europa e Ásia, mas é necessário que os produtores continuem vacinando o rebanho", destacou.

Lançamento da Campanha de Vacinação Contra a Febre Aftosa
Dia 5 de novembro (quarta-feira), às 9 horas - Grupo Bom Jesus - Fazenda Lagoa do Porcos, BR 222 localizada Km 17 – Caucaia/CE.

* Com informações da SDA

Fonte: Ceará News

Flores e Lagoinha entram no mapa da comunicação digital


Estando em fase de testes, os dois distritos já dispõe de internet 3G e área de celular da operadora “Vivo”

O Governo do Estado do Ceará, através da SEINFRA (Secretaria de Infraestrutura) está levando o serviço de telefonia e internet 3G as vilas e distritos rurais do Ceará. O projeto prevê a implantação de torres da nova tecnologia em 475 distritos por 145 municípios cearenses até o fim do ano de 2016. Pelo menos 40 torres deverão estar em pleno funcionamento até o fim de 2014, e mais 45 até o fim do mês de fevereiro de 2015. Segundo o cronograma, as demais serão instaladas antes do término de 2016.
O decreto 31.499, de 24 de março de 2014, regulamentou a lei que dispõe sobre a concessão de incentivo fiscal às empresas prestadoras de serviços de telefonia móvel que investirem no setor em localidades onde o serviço ainda não chegou. O programa é coordenado pela Seinfra, e a operadora que fará o fornecimento da rede é a Vivo, que terá o acompanhamento dos técnicos do estado em todo o processo, mediante vistoria técnica, análise do valor do investimento e etc.
A tecnologia implantada nessas regiões é o que há de mais novo no mundo das telecomunicações sem fio. Nas novas torres estão sendo instalados equipamentos compatíveis com a tecnologia 3G no padrão UMTS (Universal Mobile Telecommunication System), terceira geração dos celulares, oferecendo maior qualidade na telefonia e navegação.
Na região do médio Jaguaribe, a telefonia Vivo já está em fase de teste em pelo menos 2 dos mais populosos distritos. Em Lagoinha, que fica localizada no auto da Chapada do Apodi, no município de Quixeré, onde impera o agronégocio e no Distrito de Flores, em Russas, na várzea do Rio Jaguaribe, onde fica localizado o maior polo produtor de cerâmica vermelha do Vale do jaguaribe, vizinho ao Distrito Irrigado Tabuleiro de Russas.
Nos dois, o sistema de telefonia celular, assim como a recepção de internet aparentam estar de boa qualidade. As populações que antes viviam ilhados da tecnologia de comunicação sem fio, hoje comemora a satisfação de estar de portas abertas para o mundo através da telefonia móvel e da rapidez da internet 3G.
Veja outras cidades e distritos do Vale do Jaguaribe que já receberam ou receberão torres da Vivo 3G, até 2016.
Alto Santo: Castanhão.
Aracati: Barreira dos Vianas, Cabreiro, Mata Fresca e Santa Tereza.
Banabuiú: Pedras Brancas, Rinaré, Sitiá e Estrela.
Fortim: Barra, Maceió e Viçosa.
Ibicuitinga: Açude dos Pinheiros, Chile e Viçosa.
Icapui Ibicuitaba.
Iracema: Bastiões e Ema.
Jaguaribe: Feiticeiro e Nova Floresta.
Jaguaruana: Borges, Santa Luzia e São José do Lagamar.
Limoeiro do Norte: Bixopá.
Morada Nova: Aruaru, Boa Água, Juazeiro de Baixo, Lagoa Grande, Pedras, Roldão e Uiraponga.
Pereiro: Crioulos.
Quixeré: Agua Fria, Lagoinha e Tomé.
Russas: Bonhu, Flores, Peixe e São João de Deus.
Tabuleiro do Norte: Olho-d’Água da Bica e Peixe Gordo.
Por Arnaldo Freitas Fonte Tv Jaguar

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Petrobras recebe aval de Guido Mantega para reajustar combustível

Folhapress | 18h42 | 04.11.2014

AUMENTO

Em reunião com os conselheiros, ao longo do dia, Mantega pediu à empresa, no entanto, que o valor não fosse divulgado neste terça.


gasolina
O aumento debatido pela Petrobrás será o primeiro reajuste concedido desde 29 de novembro de 2013
KLEBER A. GONÇALVES
A Petrobras recebeu, nesta terça-feira (4), o aval do ministro da Fazenda Guido Mantega, presidente do conselho de administração da empresa, para reajustar os combustíveis, informou uma pessoa próxima à alta administração da empresa.
Em reunião com os conselheiros, ao longo do dia, Mantega pediu à empresa, no entanto, que o valor não fosse divulgado neste terça.
A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, fez uma apresentação aos conselheiros, em reunião em Brasília, em que mostrava projeções com o percentual de 8%de reajuste.
Este percentual dificilmente será empregado, e o esperado é que o reajuste seja de 5%. O número não foi fechado na reunião. A decisão final ficará na mão da diretoria.
Quando concedido, será o primeiro reajuste concedido desde 29 de novembro de 2013.
Aumento negociado
Pelo estatuto da Petrobras, a decisão pelo reajuste dos combustíveis é da diretoria executiva da empresa, liderada pela presidente Maria das Graças Foster.
Na prática, porém, o aumento é negociado junto ao governo, uma vez que a concessão do aumenta traz impactos inflacionários e depois a proposta é apresentada aos conselheiros.
A União controla a Petrobras e, nessa condição, nomeia sete dos dez conselheiros.
Como depende do aval do governo, a Petrobras não reajusta imediatamente os combustíveis conforme as oscilações do mercado internacional.
Nos últimos quatro anos, as perdas para a Petrobras com a política de não reajuste imediato dos combustíveis é calculada em R$ 60 bilhões, segundo a corretora Gradual.
Preços
Neste ano, os combustíveis permaneceram a maior parte do tempo com preço abaixo da cotação internacional, chegando, em alguns casos, a uma defasagem de 20%.
Com a queda no preço mundial do petróleo, da faixa de US$ 100 para US$ 85 o barril, no último mês, a perda diária da Petrobras praticamente deixou de existir.
Até a semana passada, último dado disponível, a gasolina estava 1% mais cara no Brasil do que no exterior. Já o diesel tinha defasagem de 4,5%.
Apesar da menor defasagem, analistas dizem que o reajuste é necessário para recompor parcialmente as perdas de caixa dos últimos anos.
A defasagem foi um dos fatores que contribuíram para a dívida líquida da empresa crescer 237% nos últimos cinco anos, de R$ 71,5 bilhões para R$ 241,3 bilhões
diario do nordeste

sábado, 1 de novembro de 2014

Multas sobre principal motivo de mortes nas estradas sobem até 900%

Atualizado em 01/11/2014 06h08

Punições sobre ultrapassagens perigosas e rachas ficam mais severas.
Medidas integram plano para reduzir em 50% mortes no trânsito até 2020.

 

As punições para motoristas que fazem ultrapassagens perigosas e rachas passam a ser mais severas neste sábado (1º) em todo o Brasil. Em alguns casos, as multas ficaram 900% mais pesadas e se equiparam com a de dirigir embriagado, chegando a R$ 1.915 – o valor mais alto para uma infração de trânsito no país (veja a tabela abaixo).
Multas mais pesadas 2 (Foto: Arte/G1)
É o caso, por exemplo, de ultrapassagens forçadas quando outro veículo vem em sentido oposto da via (artigo 191 do Código de Trânsito Brasileiro), que passam de R$ 191,54 para o valor máximo, além de suspensão da carteira de habilitação (CNH). Ultrapassagens ilegais ou perigosas são responsáveis pelo tipo de acidente que mais mata nas estradas federais: as colisões frontais.
De janeiro a setembro de 2014, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 5.042 acidentes deste tipo. Isso equivale a 3,99% do total de acidentes no período, mas esse é o tipo mais letal.
Segundo levantamento da polícia, as colisões frontais deixaram 2.067 vítimas fatais nos 9 primeiros meses do ano, ou 33,5% do total de mortes nas estradas. O número de mortos em batidas de frente no período subiu 5,5% em relação ao ano passado.
Colisões traseiras lideram em número de acidentes entre janeiro e setembro (37 mil), mas o as mortes causadas por elas equivalem a um quarto do número dos que morreram por causa de colisões frontais.
A segunda principal causa de mortes nas estradas é o atropelamento, que vitimou 940 pessoas até setembro.
De acordo com a PRF, as punições mais severas para determinados tipos de infração fazem parte de um pacote para reduzir as mortes no trânsito em 50% até 2020.
No total, são 11 artigos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) alterados, entre eles ultrapassar em faixa contínua (artigo 203) ou pelo acostamento (artigo 202). Neste último caso, a infração foi de grave para gravíssima - as demais já eram consideradas de maior gravidade.
Além disso, se o motorista repetir a infração em menos de 12 meses, o valor da multa dobra na segunda autuação, para até R$ 3.830,80. A mudança na legislação foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff em maio deste ano, com validade após 6 meses.
Rachas
Ações de direção agressiva, como disputar corrida (artigo 173), promover competição ou participar de exibições de manobras (artigo 174), manobra perigosa, mediante arrancada brusca, derrapagem ou frenagem (artigo 175), agora são consideradas todas tão graves quanto dirigir alcoolizado, com multa de R$ 1.915.
Se for pego nestes casos, o motorista poderá ficar mais tempo na prisão, de acordo com a nova lei. A pena para participar de “racha” agora varia de 6 meses a 3 anos de reclusão – antes o limite era de 2 anos. Caso alguém fique ferido, o período passa para 3 a 6 anos. Já em caso de morte, a legislação prevê agora de 5 a 10 anos na cadeia.
Expectativa
A Polícia Rodoviária Federal espera que as multas mais pesadas reduzam o número de acidentes com vítimas fatais em pelo menos 5% nos próximos meses, com queda mais acentuada ao longo do tempo devido à fiscalização.

saiba mais
“A legislação era muito branda. O motorista praticamente cometia um homicídio e a multa era de R$ 127. Temos a consciência de que a maioria dos cidadãos dirige de forma correta. Nosso objetivo é tirar de circulação estes poucos condutores que trazem risco muito grande à população”, explicou, Stênio Pires, inspetor da PRF.
A entrada em vigor dos novos valores ocorre perto do momento em que a PRF intensifica o controle nas estradas, entre dezembro e fevereiro, quando grande parte da população tira pelo menos alguns dias de férias.
Para o consultor internacional em segurança de trânsito Philip Gold, a fiscalização tem o mesmo peso que o aumento das multas para a mente do condutor. “Diversos estudos apontam que o risco de pagar mais e a chance maior de ser multado têm o mesmo efeito”, afirmou.
Já Eduardo Biavati, sociólogo e especialista em educação e segurança no trânsito, aponta para uma solução tecnológica. “A mudança é importante, mas resolve? Não, porque teria de ser acompanhada por um plano de monitoramento com câmeras, para os motoristas saírem nas férias com medo de serem autuados. Não adianta os meios de comunicação falarem agora, as pessoas vão esquecer.”
Desequilíbrio
De acordo com os especialistas consultados, a correção dos valores é feita com atraso de mais de uma década, mas é importante para retomar a eficácia das punições. As multas foram fixadas em 1997 e deveriam ser corrigidas pela Ufir (Unidade fiscal de referência), que foi extinta em 2000. Desde então ficaram congeladas, com exceção das mudanças na chamada Lei Seca em 2008.
“Após um período inicial com efeito muito importante de redução da mortalidade, de lá para cá a coisa veio perdendo força. Agora, esse pequeno pacote foca em uma das frentes do problemas, a alta gravidade dos acidentes nas rodovias”, afirma Biavati.
As mudanças pontuais criam um desequilíbrio dentro do Código Brasileiro de Trânsito com relação às multas, dizem eles. A sanção para quem fala ou utiliza telefone celular dirigindo continua de R$ 85 e 4 pontos na carteira, enquanto quem não usar o cinto de segurança é penalizado com R$ 127 e 5 pontos na carteira. “Algumas pessoas ‘colecionam’ essas multas de R$ 80 ou R$ 100. Não dá em nada”, comentou Biavati.
No Reino Unido, por exemplo, a multa para usar o telefone enquanto dirige é de 1 mil libras, ou seja, cerca de R$ 3,9 mil (na cotação de sexta-feira) – mais do que a multa máxima no Brasil. Por lá, a sanção para dirigir embriagado é de 5 mil libras (R$ 19,5 mil) e não há limite para multa em caso de morte.
“Para o motorista médio, um possível problema financeiro causado por multa gera uma mudança no comportamento. No entanto, há um limite. Valores muito altos já não fazem diferença, mas ainda não chegamos nem perto deste valor excessivo. Por enquanto, quanto maior a multa, melhor”, afirmou Gold.

 

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Mais mulheres são chefes de família, e jovens optam por ser mãe mais tarde

- Atualizado em 31/10/2014 10h05


Elas comandam 87% das famílias sem cônjuge e com filhos.
IBGE divulga dados de gênero do país relativos a 2010.


Arquivos de Fotografia - três, mulheres jovens, olhar, laptop. Fotosearch - Busca de Fotos, Imagens, Murais de Parede e Clipart

Três, mulheres jovens, olhar, laptop


infográfico mulheres com filhos (Foto: Editoria de Arte/G1)
Os dados de gênero divulgados nesta sexta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que as brasileiras estão tendo filhos mais tarde e se tornando chefes de família em mais domicílios do país. A análise engloba uma década e compara dados dos censos de 2000 e 2010. Nesse período, a proporção de brasileiras com ao menos um filho diminuiu em todas as faixas etárias mais jovens (veja gráfico ao lado). Esse seria um dos reflexos do aumento da escolarização delas, que passaram a postergar a maternidade para continuar os estudos.
Em 2000, as mulheres comandavam 24,9% dos 44,8 milhões de domicílios particulares. Em 2010, essa proporção cresceu para 38,7% dos 57,3 milhões de domicílios – um aumento de 13,7 pontos percentuais. O IBGE considera como responsável aquela pessoa reconhecida como tal pelo demais moradores do domicílio.
Quando analisados os dados das áreas rural e urbana, verifica-se que, no campo, ainda é mais comum o homem ser o chefe da família. Nas cidades, elas são as responsáveis em 39,3% das famílias, enquanto que na área rural essa proporção é de 24,8%.
Ao analisar o tipo de composição familiar, as mulheres aparecem como chefes de 87,4% das famílias de pessoas sem cônjuge e com filhos. Essa proporção diminui consideravelmente quando a formação é casal com filho (22,7%) ou casal sem filho (23,8%). (veja gráfico abaixo)
chefes do lar (Foto: G1)chefes do lar (Foto: G1)
Trabalho
O estudo mostrou ainda que houve um crescimento maior da taxa de atividade entre as mulheres do que entre os homens no período. A taxa de atividade mostra a proporção da população em idade ativa (16 anos ou mais) que se encontra trabalhando ou procurando trabalho. "É um movimento que começou na década de 70, com as mulheres se inserindo mais no mercado de trabalho", afirma Barbara Cobo, gerente de indicadores sociais do IBGE e coordenadora da pesquisa.
No geral, a taxa se manteve estável: em torno de 64%. No entanto, enquanto a taxa de atividade dos homens caiu de 79,7% em 2000 para 75,7% em 2010, a das mulheres aumentou de 50,1% para 54,6%.
A faixa etária das mulheres que teve um aumento mais expressivo na taxa de atividade foi de 50 a 59 anos – de 39% em 2000 para 50,2% em 2010. Já o maior recuo entre os homens ocorreu na faixa etária de 16 a 29 anos (81% em 2000 contra 74,6% em 2010).
Apesar de os números mostrarem mais mulheres trabalhando, elas ainda enfrentam condições de informalidade. Em todos os grupos de idade ou raça, a taxa de formalização das mulheres teve um crescimento menor que a dos homens e ficou abaixo da taxa nacional de 2010.
O diferencial entre os sexos passou de 3,8 pontos percentuais em 2000 para 6,7 pontos percentuais em 2010. Em 2000, a taxa de formalização deles era de 50%, e delas, 51,3%. Em 2010, a taxa dos homens alcançou 59,2%, enquanto a das mulheres ficou em 57,9%.  
"A taxa de formalização mostra as pessoas que de alguma forma contribuem para a previdência e possuem garantias para que a renda não vá a zero se acontece algo. Ela significa empregos de qualidade", explica Barbara.
tópicos: